segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Filmes Agosto/2014


Segue abaixo a lista de filmes que vi no mês de agosto.
Fiquem a vontade para discutir e comentar:

Amante a Domicílio (Estados Unidos/2013) 3/5
O Duplo (Estados Unidos/2014) 4/5
Locke (Reino Unido/Estados Unidos/2014) 3/5
Capitão América 2: O Soldado Invernal (Estados Unidos/2014) 3/5
A Estrada (Estados Unidos/2009) 3/5
De Repente Pai (Estados Unidos/2013) 2/5
R.I.P.D. - Agentes do Além (Estados Unidos/2013) 1/5
Uma Babá Quase Perfeita (Estados Unidos/ 2013) 4/5
Butter: Deslizando na Trapaça (Estados Unidos/2011) 1/5
Transformers (Estados Unidos/2007) 2/5
Carrie, a Estranha (Estados Unidos/2013) 2/5
O Conselheiro do Crime (Estados Unidos/2013) 3/5
Sem Dor, Sem Ganho (Estados Unidos/2013) 2/5
Transformers: A Vingança dos Derrotados (Estados Unidos/2009) 1/5
Repo Men - O Resgate de Órgãos (Estados Unidos/ Canada - 2010) 4/5
Inimigos de Sangue (Reino Unido/2013) 2/5
O Grande Assalto 11.6 (França/2013)
No Olho do Tornado (Estados Unidos/2014) 2/5
They Came Together (Estados Unidos/2014) 3/5

Adriano Cardoso

domingo, 31 de agosto de 2014

CRÍTICA: No Olho do Tornado


http://wp.clicrbs.com.br/itapemafun/files/2014/08/no-olho-do-tornado-e1408453471604.jpg


Into the Storm
89 minutos - Ação - 2014 (Estados Unidos)
Roteiro: John Swetnam
Direção: Steven Quale
Elenco: Richard Armitage, Matt Walsh, Sarah Wayne Callies


Em 1996 Jan De Bont nos trouxe Twister, que embora não fosse um grande filme contava uma história divertida e com personagens que nos prendia um pouco a atenção. 18 anos depois surge nos cinemas esse No Olho do Tornado, cuja proposta é bem semelhante ao longa da década de 90 porém pior em todos os aspectos.

Como em todo filme de ação descartável temos apenas caricaturas de personagens. Na equipe de cientistas há o veterano obcecado por tornados que entra em conflito com uma pesquisadora (a rivalidade conhecimento X intuição/experiência) e o cinegrafista que tem muito medo e está no projeto por dinheiro. Para completar o pai, que em busca do filho mais velho rebelde tem o papel de herói, e uma dupla de caipiras que corre atrás de tornados, servindo como alívio cômico.

 http://bunkernerd.com.br/wp-content/uploads/2014/08/Into-the-Storm-2014-Images.jpg

Os diálogos são chatos e expositivos, tornando ainda mais óbvio como será a cena seguinte. Por exemplo: quando um determinado personagem dá a outro um pendrive, diz que ali existem informações vitais que salvarão vidas no futuro e sai do abrigo, todos sabemos que ele tentará um ato heróico e qual será seu destino final.

O diretor Steven Quale tenta simular em muitas cenas filmagens amadoras através da visão dos personagens que ali utilizam filmadoras e celulares, algo que se torna ridículo muitas vezes. Perdendo a verossimilhança, quando o artefato capta conversas distantes ou filma longas sequências sem tremer ou balançar, mesmo em meio a tanta tensão! Outro aspecto a ser destacado aqui é o posicionamento dos atores (personagens), que por vezes parecem estar próximos dos tornados e despreocupados,  conseguem prever suas mínimas mudanças de direção.

Chegamos então ao único ponto mais interessante do filme: os efeitos especiais. Se não são inovadores ao menos funcionam muito bem, e claro, trazem os poucos bons momentos do projeto. A cena na qual o tornado passa por um aeroporto lançando os aviões pro ar é sensacional! Pena que a interação dos personagens com o desastre não siga o mesmo princípio...

http://www.tribunadopiaui.com.br/images/no-olho-do-tornado--86375.jpg

Tão incompetentes, os realizadores não conseguiram, mesmo com cenas durante os créditos, chegar a 90 minutos de projeção. E diferente do longa de 1996 sobre furacões, este filme não nos traz muito entretenimento, saindo de nossa memoria com velocidade maior do que a dos tornados exibidos nele.

 

Adriano Cardoso

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Repo Men - O Resgate de Órgãos (Estados Unidos/ Canada - 2010)
Direção:  Miguel Sapochnik
Roteiro: Eric Garcia e Garret Lerner
Elenco: Jude Law, Forest Whitaker, Alice Braga, Liev Scereiber

Trama futuristas na qual uma empresa denominada União vende órgãos artificias por preços extremamente altos, e tem um departamento de coletores, caçadores de recompensas que vão atrás de clientes que não pagam e recuperam o órgão vendido. Embora um ou outro elemento do filme sofra deslizes, a trama é divertida e convincente, possuindo uma importante reviravolta perto do final. 4/5
Transformers: A Vingança dos Derrotados (Estados Unidos/2009)
Direção: Michael Bay
Roteiro: Ehren Kruger e Alex Kurtzman
Elenco: Shia LaBeouf, Megan Fox, John Turturro

Todos os defeitos que podem existir num filme ruim estão aqui: erros de continuísmo, trama fraca e boba, overacting e falta de expressão dos atores, diversas falhas no roteiro e ausência de direção. Agora o pior de tudo é agüentar sua duração, quase 3 horas!
1/5
Reativando o blog. Haverá um comentário mesmo que pequeno para cada filme visto ou revisitado.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Ausência

Fui submetido a duas cirurgias nas últimas semanas, fato que prejudicou meus trabalhos, e ainda está atrapalhando. Em breve devo voltar com novas críticas e resenhas dos muitos filmes que tenho visto.
Um grande abraço a todos!

domingo, 26 de agosto de 2012

CRÍTICA: O Vingador do Futuro




Total Recall
165 minutos - Ação - 2012 (Estados Unidos)
Roteiro: David S. Goyer, Christopher Nolan,  Jonathan Nolan
Direção: Christopher Nolan 
Elenco: Christian Bale, Tom Hardy,Michael Kain, Anne Hathaway, Marion Cotillard, Morgan Freeman, Gary Oldman, Joseph Gordon-Levitt, Matthew Modine 



Em 1990 o diretor Paul Verhoeven trazia as telas O Vingador do Futuro, um filme de ação e ficção científica com o astro do momento: Arnold Schwarzenegger. O longa tinha grandes efeitos especiais, se situava num mundo bem construído e muito interessante, e tinha uma história que, embora com algumas falhas, prendia o espectador do começo ao fim da projeção. Vinte e dois anos depois chega às telas essa refilmagem. Com um orçamento maior e elenco melhor todos esperavam que pudesse surgir algo interessante. Infelizmente não é o que acontece.

Diferente do original aqui toda ação se passa na Terra. Guerras devastaram o planeta como o conhecemos restando apenas o Federação Britânica, composto pela Europa, e “A Colônia”, a Austrália, local de trabalho de muitos sobreviventes deste mundo. Há um único meio de transporte que liga os dois continentes, A Queda, um misto de trem com nave espacial, que atravessa o núcleo do planeta para alcançar seu destino. Uma revolta esta prestes a eclodir: os habitantes da Colônia estão insatisfeitos com as condições de trabalho e com a opressão que sofrem pelos governantes. Douglas Quaid (Collin Farrel) um simples trabalhador da Colônia, sentindo que falta algo em sua vida resolve visitar a Rekall, uma empresa que transforma sonhos em memórias. Algo dá errado e Quaid não sabe se sua memória havia sido apagada pois ele na verdade é um espião que trabalha para a resistência da Colônia, ou se está vivendo um sonho criado pela empresa.

Embora o ambiente mude com relação ao filme anterior os personagens principais são mantidos. Além do protagonista já citado, temos a esposa de Quaid interpretada por Kate Beckinsale (e que tem um papel muito maior do que Sharon Stone tinha no original), Melina (Jessica Biel) que trabalha para a resistência, Chanceler Cohaagen (Bryan Cranston, da série Braking Bad) responsável pela polícia, e Kuato, ou Quatto (O sempre interessante Bill Nighy), líder da resistência.  Além do ambiente no qual é situada a narrativa há uma grande mudança em relação ao protagonista. Não há dúvidas de que Collin Farrel dramaticamente é muito superior a Schwarzenegger, mas fisicamente falando o segundo leva vantagem. Cientes disso os realizadores alteraram o foco do personagem de força bruta para a agilidade e inteligência em algumas cenas. Se no longa anterior Arnold usava sua força para se soltar da cadeira e escapar, aqui, na mesma cena, o personagem de Farrel age rápido e calcula precisamente cada movimento seu. Isto é muito interessante e mais inerente ao personagem. Aliás, seria se o filme trabalhasse essa característica do protagonista ao invés de usar de forma isolada, dando a impressão de que Quaid tem certas habilidades que aparecem num ponto da narrativa, mas somem na cena seguinte... 



Comparando os dois filmes, este é muito inferior ao de 1990. Se no original o protagonista toma uma decisão em relação a um personagem após perceber que escorre suor de sua testa, aqui ele tem a mesma atitude ao ver lágrimas no rosto de uma terceira pessoa, e que no momento não soa verossímil, dando a impressão de ser apenas uma maneira que o roteirista encontrou de alterar a cena da obra anterior mantendo o mesmo resultado final, o qual na verdade fica comprometido. Outras falhas e fatos absurdos corroboram para a perda de qualidade. Por exemplo, o momento no qual Melina aparece inexplicavelmente e salva Quaid no meio da autopista. Como ela apareceu ali? Como saberia que após uma fuga toda desajeitada ele fosse precisar de ajuda bem ali no meio?  E o que dizer do Chanceler, o líder ou um dos líderes do governo, ir ao campo de batalha comandando um exército? Não faz o menor sentido!  Ainda sobre o roteiro, há uma tentativa de homenagear o filme anterior: naquela obra o protagonista utilizava um dispositivo para enganar os guardas se disfarçando holograficamente como uma senhora robusta. Numa determinada cena desta adaptação, vemos a mesma atriz do filme anterior, e quem viu o original poderia pensar que o personagem estava utilizando o mesmo disfarce, entretanto o diretor estraga nossa surpresa ao revelar numa cena anterior que aparência Douglas usará... Embora com muitos defeitos preciso admitir que algumas cenas de ação foram muito bem executadas, como aquela no centro da Rekall quando Quaid enfrenta diversos policiais, e sua fuga pela cidade, com bons momentos de parkour.

O design de produção do filme realmente chama atenção, mas não pela originalidade e sim, por misturar elemento de três outras obras. A Colônia tem um visual muito semelhante ao da cidade futurística mostrada em Blade Runner- O Caçador de Andróides. Vemos amontoados de residências, barracas de comida, cenas externas noturnas e com chuva. Quando vemos veículos não há como não lembrar de Minority Report- A Nova Lei, de Steven Spielberg.  Os carros flutuantes, as pistas, o tráfego, tudo isso remete a este longa. Os robôs brancos e com aparatos tecnológicos são muito parecidos com os clones da saga Star Wars. Alguns dirão que são homenagens. Mas é impossível ver por esse prisma. Quando se homenageia uma obra você cria uma cena com o contexto da mesma, de forma a mencionar, brincar ou repetir de outro jeito aquela. Algo que não acontece aqui.



Sendo mais longo que o esperado, devido a uma tola e imbecil tentativa de reviravolta no final, que serve apenas pra testar o nível de inteligência dos espectadores, por que com o mínimo de intelecto você notará que aquilo não faz qualquer sentido, esse O Vingador do Futuro foi apenas idealizado com o objetivo de arrecadar dinheiro. Mas também o que podemos esperar de uma obra dirigida por Len Wiseman, responsável pelos ridículos Anjos da Noite, Anjos da Noite A Evolução, e Duro de Matar 4.0. Felizmente diferente da proposta da Rekall, as memórias deste filme não devem durar muito nas mentes dos espectadores. Caso ainda não tenha visto o original, vá agora mesmo assistir, e tenho certeza que também se rebelará contra esta adaptação.